Leo Buscaglia, educador ítalo-americano.
Os 12 Preceitos.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos
próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à
sociedade.
- Lembre-se de que cada pessoa com deficiência é diferente das outras
e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de
outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa "única". Não existem
duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com
deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma.
- Lembre-se de que elas são pessoas antes de tudo e que têm o mesmo
direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo
próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem
superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm a mesma necessidade
que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e
experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo
separado. Existe apenas um mundo.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm o mesmo direito que
você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir
impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que
vivam.
- Lembre-se de que somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer
o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores
atentos e sintonizados.
- Lembre-se que as pessoas com deficiência devem agir por conta
própria. Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos
necessários - mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas
permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter
esperanças e ajudar quando possível.
- Lembre-se que as pessoas com deficiência, assim como nós, estão
preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam
viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se
ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência, independente do grau,
têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam
mas o que elas desejam ser.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência devem encontrar sua
própria maneira de fazer as coisas - impor-lhes nossos padrões( ou os da
cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se
amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus.
Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma
que melhor se lhes ajuste.
- Lembre-se de que as pessoas com deficiência também precisam do
mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não
acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como
muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são
professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é
agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos
para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas
aventuras!
- Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à
honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto
com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade
constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode
ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de
melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer,
libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você
deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você
é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e
às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.
Declaração de Manágua.
"Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e
na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos,
sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como
fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro direito
seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua
dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à
vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais.
"DECLARAÇÃO DE MANÁGUA".
Digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações
do COE - Área deficiências - Secretaria Estadual de Assistência e
Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília(Diretoria para
Assuntos Internacionais),
Inclusion Interamericana e
Inclusion International, em 13 de novembro, 2007.
Disponibilizado em: 27/11/2007.