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As sequelas pós-pólio (SPP, Síndrome pós-pólio, efeitos tardios da Poliomielite) são os sintomas inesperados e frequentemente restritivos, como fadiga incontrolável, fraqueza muscular, dores musculares e de juntas, desordens do sono, maior sensibilidade à anestesia, ao frio e à dor, bem como dificuldade de deglutição e respiração, que ocorrem cerca de 35 anos após o ataque do póliovírus em 75% dos paralíticos e em 40% de sobreviventes da pólio "não paralíticos". Há aproximadamente 2 milhões de sobreviventes da pólio na América do Norte e 20 milhões de sobreviventes da pólio no mundo todo. A existência da SPP tem sido documentada por artigos em muitas publicações médicas, incluindo The Journal of the American Medical Association, o American Journal of Physical Medicine and Rehabilitation e The New England Journal of Medicine.
A SPP é causada por "abuso de excesso de uso" durante décadas. O póliovírus danifica 95% dos neurônios motores da base do cérebro e da medula espinhal, matando pelo menos 50% deles. Na prática, cada músculo no corpo é afetado pela pólio, pois são os neurônios de ativação do cérebro que mantêm o cérebro acordado e a concentração da atenção. Embora danificado, os neurônios remanescentes compensam o dano enviando "ramos" como linhas de telefone extras para ativar músculos que ficaram órfãos quando seus neurônios foram mortos. Esses ramos desenvolvidos, de neurônios danificados pelo vírus da pólio, agora estão falhando e morrendo pelo excesso de uso, causando fraqueza muscular e fadiga. O excesso de uso de músculos enfraquecidos causa dor muscular e das juntas, bem como dificuldade de respiração e de deglutição.
Não há nenhum teste de diagnóstico para o SPP, nem mesmo o eletromiograma (EMG). A SPP é diagnosticada pela exclusão de todas as outras causas possíveis para os novos sintomas, inclusive a respiração anormal e o tremor muscular que, com freqüência, incomodam o sono dos sobreviventes da pólio, a tireóide lenta e a anemia. Outras patologias neurológicas ou musculares quase nunca são a causa dos sintomas da SPP.
Não. Mas em razão da ativação dos neurônios no cérebro danificado os sobreviventes da pólio são extremamente sensíveis e necessitam de doses menores de anestésicos de gás e intravenosos e de medicamento sedativo. Os sobreviventes da pólio podem ter dificuldade para despertar da anestesia e podem ter problemas de respiração e deglutição, mesmo quando recebem uma anestesia dentária local.
A SPP é considerada uma doença, desde 2009. A SPP é causada pelo cansaço do corpo em fazer muito esforço tendo tão poucos neurônios ramificados danificados pelo vírus da pólio. Entretanto, os sobreviventes da pólio com fraqueza muscular não tratada perdem cerca de 7% de seus neurônios motores com excesso de funcionamento a cada ano.
Sim. Os sobreviventes da pólio necessitam "conservar para preservar", conservar energia e parar com o excesso de uso e com o abuso de seus corpos para preservar sua capacidade. Os sobreviventes da pólio devem andar menos, usar os dispositivos de assistência necessários: aparelhos, bengalas, muletas, cadeiras de rodas. É preciso planejar períodos de descanso ao longo do dia e interromper as atividades antes do início dos sintomas. Da mesma forma, como muitos sobreviventes da pólio são hipoglicêmicos, a fraqueza muscular e a fadiga diminuem quando ingerem proteínas no café da manhã e quando fazem pequenas refeições de baixo teor de gordura e alto teor de proteínas durante o dia.
Não. Os exercícios de fortalecimento muscular aumentam o excesso de uso. O levantamento de peso e "sensação de queima" significam que os neurônios danificados pela pólio estão se extinguindo. Os sobreviventes da pólio normalmente não podem fazer exercícios com grande esforço para condicionamento cardíaco. O alongamento pode ser útil. Mas, seja qual for a terapia, ela não deve desencadear ou aumentar os sintomas da SPP.
Sim. O pior caso é a estabilização dos sintomas da SPP quando os sobreviventes da pólio interrompem o abuso de excesso de uso. Muitos sobreviventes da pólio têm diminuição significativa da fadiga, da fraqueza e da dor quando começam a cuidar de si mesmos e todas as desordens de sono são tratadas. Entretanto, em virtude das experiências anteriores emocionalmente dolorosas relativas à invalidez, muitos sobreviventes da pólio têm grande dificuldade de cuidarem de si mesmos, de reduzir e, especialmente, de "parecer inválido" por pedir ajuda e pelo uso de dispositivos de ajuda às necessidades.
Os sobreviventes da pólio têm passado suas vidas tentando agir e parecer "normais". Pelo uso de aparelhos foram deixados de lado na infância e a redução das tarefas diárias ostensivamente abundantes é assustadora e difícil. Assim, os amigos e a família precisam apoiar as mudanças de estilo de vida, aceitar as limitações físicas dos sobreviventes e de quaisquer novos dispositivos de ajuda às necessidades. Ainda mais importante, os amigos e a família precisam estar dispostos a assumir as tarefas físicas que os sobreviventes da pólio podem fazer mas não devem. Os médicos, amigos e a família precisam conhecer a causa e o tratamento da SPP e escutar quando os sobreviventes da pólio têm necessidade de conversar sobre como se sentem sobre a SPP e sobre as mudanças de estilo de vida. Mas os amigos e a família não devem assumir o controle da vida dos sobreviventes da pólio. Lembretes gentis ou pressões bem intencionadas não forçarão os sobreviventes da pólio a comer no café da manhã, a usar uma bengala ou descansar entre as atividades. Os sobreviventes da pólio precisam ser responsáveis pelo cuidado de seus corpos e pedir ajuda quando necessitam.
Disponibilizado em: 8/08/2005.
